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1. Introdução

Área proposta como Vulcão de Nova Iguaçu por Klein et al. (2004)



1. Introdução
      A história de pesquisas científicas das rochas vulcânicas de Nova Iguaçu é dividida por meio dos conteúdos em três épocas: 1) época da proposta do Vulcão de Nova Iguaçu, de 1980 a 1993, representados por trabalhos de Viktor Carvalho Klein, André Calixto Vieira e Joel de Gomes Valença; 2) época da reativação da hipótese do Vulcão de Nova Iguaçu, de 2004 a 2005, por Lílian Silveira, Sérgio Castelo Valente, Mauro Geraldes e Ana Maria Netto; 3) época de esclarecimento geológico do Conduto subvulcânico de Nova Iguaçu, ou seja contra a hipótese do vulcão, a partir do início de 2006 até o presente, liderado por Akihisa Motoki.
      Na borda nordeste do maciço Mendanha, ao lado sul da cidade de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro, ocorrem rochas vulcânicas do final do Cretáceo, o período geológico em que os dinossauros foram extintos. Estas rochas foram apresentadas em uma palestra de comunicação breve na seção extraordinária da Academia Brasileira de Ciências, sendo interpretadas como constituintes de uma chaminé vulcânica (Klein & Vieira, 1980a). Em seguido, em uma publicação da revista de divulgação científica Mineração Metalurgia, foram interpretadas como formadoras de um vulcão extinto, cujo edifício vulcânico seria extraoridinariamente bem preservado Klein & Vieira, 1980b. No 33º Congresso Brasileiro de Geologia, o referido vulcão classificado como de um completo edifício vulcânico e, foi denominado "Vulcão de Nova Iguaçu" (Klein et al., 1984). Nesta época, não houve a idéia de derrames de lava.
      Em 2005, uma apresentação completa no 3º Simpósio de Vulcanismo e Ambientes Associados chamou o Vulcão de Nova Iguaçu como "Complexo Vulcânico de Nova Iguaçu" (Silveira et al., 2005). O mapa geológico do Projeto TAC denominou as rochas vulcânicas desta área como constituintes do "Edifício Vulcânico de Nova Iguaçu" (Valente et al., 2005). Nesta época, surgiu a hipótese de derrames de lava.
      Por outro lado, uma apresentação um resumo do 42º Congresso Brasileiro de Geologia (Motoki et al., 2004), uma apresentação completa no 3º Simpósio de Vulcanismo e Ambientes Associados (Motoki et al., 2005) e uma publicação científica completa na Revista Escola de Minas colocou a hipótese do vulcão em dúvida e reconsiderou o modo de ocorrência geológica das rochas vulcânicas de Nova Iguaçu como constituintes de corpos intrusivos subvulcânicos (Motoki & Sichel, 2006). Neste sentido, os trabalhos sucessores no 43º Congresso Brasileiro de Geologia, de resumo e de texto completo, chamaram como "Conduto Subvulcânico de Nova Iguaçu" (e.g. Motoki et al., 2006a ; b ; c ; d). vulcânicas de Nova Iguaçu é inadequada.

Bibliografia

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Klein, V.C., Vieira, A.C., 1980a. Uma chaminé vulcânica na Serra de Madureira, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Academia Brasileira de Ciências, comunicação breve, 52, 200.

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